iPhone 3G e a Sociedade Hipócrita Brasileira

A burguesia fede, já dizia um grande cantor que viveu numa época onde não havia celular, nem internet.

O tão esperado dia da chegada do iPhone (misto de celular e iPod) ao Brasil foi cercado de grande pompa no bastião da moda na cidade de São Paulo, a loja Daslu. Tal loja, por sinal, foi acusada recentemente de importar produtos sem pagar os devidos impostos tupiniquins.

Muitas “celebridades” estiveram na noite de ontem no foyer do Terraço da Daslu para tentar levar um iPhone de graça.

Pessoas estas que faturam milhares de reais por mês e estavam no “templo” do luxo em busca de um celular de graça.

Para piorar mais ainda sua imagem, muitas “celebridades” sequer sabiam do que se tratava o tal aparelhinho.

Segundo a “Preta Gil”, denominação da filha do ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse: “Comprar? A gente não é hipócrita, né?”. Em seguida, emendou: “Eu quero o G3”, invertendo a sigla do iPhone 3G.

Já a atriz afro-descendente, Taís Araújo, esperançosa, asseverou: “Eu quero ver os Jetsons”. Quando o repórter indagou-a: “Como assim, os Jetsons?”. Ela respondeu: “Você não lembra do desenho, em que eles viam as pessoas enquanto estavam conversando?”. E finalizou: “Me disseram que o aparelho tem uma câmera incrível.”.

Profundamente equivocada, a atriz mal sabia que o aparelhinho não permite vermos a outra pessoa ao vivo enquanto conversamos ao telefone como no desenho animado. E mais, a qualidade da câmera fotográfica do aparelhinho é uma das piores da categoria.

Fiquei desapontado em ver pessoas que sempre se mostraram tão desprendidas do consumismo, como o cantor Lobão, numa festa como essa.

Já o jornalista da Rede Globo, Chico Pinheiro, detonou: “E eu lá preciso dessa p… [iPhone 3G]? O meu é esse daqui, ó”.

Por sua vez, Rafael Cortez, do programa “Custe o Que Custar” da Band, afirmou: “Meu celular é f…, do tempo das cavernas”.

Hipócritas de plantão, ostentando pseudo estrelismo em festa de um aparelhinho que qualquer pé-de-chinelo nos Estados Unidos pode comprar.

Mas, no Brasil, em virtude dos altos impostos, virou aparelhinho de “celebridade” que só quer aparecer.

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Sobre Ronaldo
Brasil, Sul, Homem, de 35 a 40 anos, português, inglês

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