Como Enlouquecer Seu Chefe

Seu chefe é um explorador? Não reconhece a sua competência e não lhe dá o devido valor como um funcionário que se entrega pela empresa ou escritório? Enche você de trabalho e depois pede para deixar tudo de lado porque tem algo urgente e importantíssimo para fazer? Você vive rodeado de puxa-sacos que bajulam seu chefe e falam mal de você pelas costas? Seu salário não é compatível com as suas funções dentro da empresa?

O que você acharia então de ter um chefe como Bill Lumbergh? Peter Gibbons, Michael Bolton e Samir Nagheenanajar sabem muito bem.

Eles faziam parte do corpo de colaboradores (novo termo para designar os ‘funcionários’) de Bill Lumbergh no memorável filme “Como Enlouquecer Seu Chefe” (“Office Space”, 1999), dirigido por Michael Craig Judge, sim, o próprio.

Mike Judge, natural de Guayaquil (Equador), criou nada mais nada menos do que o desenho animado da dupla de amigos adolescentes mais retardada, arrogante, estúpida e porca da MTV chamada “Beavis and Butt-Head” em 1993. Tinham uma vida como qualquer outro adolescente de uma pequena cidade norte-americana e viviam curtindo com os piores videoclipes que passavam na MTV. Esporadicamente trabalhavam em uma lanchonete, mas, assim como a escola, não levavam a profissão muito a sério.

“O filme satiriza a vida no trabalho de uma típica companhia de desenvolvimento de software durante o final da década de 90, focado na exaustão dos indivíduos que estão cheios do seu trabalho rotineiro. O filme simpaticamente traça um quadro da ordinária vida dos trabalhadores da área de Tecnologia da Informação, e também endereça temas comuns para os trabalhadores de baias e empregados em geral (Wikipedia)”.

Bill Lumbergh é um bossal egocêntrico, daqueles chefes que pensam que você ganha além do que merece para produzir menos do que você é capaz. Extremamente repetitivo nas palavras, neste vídeo, podemos ver quantas vezes ele pronuncia, por exemplo: “Go Ahed” (Vá em frente), “Great” (Ótimo), “What’s Happenin” (O que está acontecendo) e “Yeah” (Sim).

Este filme proporcionou uma das mais célebres cenas do cinema nunca antes vista: Peter Gibbons, Michael Bolton e Samir Nagheenanajar, indignados com a máquina de fax que nunca funcionava quando eles mais precisavam dela, a colocam no porta malas de um carro e a levam até a saída da cidade onde, à beira de uma rodovia, a jogam no chão e munidos de um taco de baseball estraçalham a mesma, colocando toda a sua raiva em golpes, pontapés e até socos desferidos contra a máquina.

Milton Waddams, interpretado por Stephen Root, era, sem dúvida, o mais esclerosado e azarado colaborador. Um coitado que era passado para trás até na hora de pegar o último pedaço de bolo no dia do aniversário do chefe.

Era transferido todo dia de lugar até chegar a trabalhar no pior lugar do escritório, no almoxarifado. Ninguém tinha compaixão por ele, especialmente pelo fato de estar à beira de um colapso nervoso.

Este filme vale uma corrida até a sua locadora. Você perceberá que o lugar em que trabalha poderia ser pior.

Sobre Ronaldo
Brasil, Sul, Homem, de 35 a 40 anos, português, inglês

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