Inflação na Ásia já Afeta os Estados Unidos e Logo, o Seu Bolso

Não bastasse a via crucis pela qual passa a economia norte-americana, vítima de sua própria arrogância, prepotência e extrema auto-estima, afundada na bancarrota dos mutuários que hipotecaram suas residências, agora sofre mais um knock down: Os preços das matérias-primas oriundas dos países asiáticos sofreram uma elevação generalizada e persistente, fenômeno mais conhecido como inflação.

Primeiro o Japão e a Coréia, depois a China e agora o Vietnã e a Índia. Todos exportadores de diversos bens de produção, principalmente, tijolos, para os Estados Unidos.

A inflação nestes países concorrerá, inevitavelmente, para que os preços dos produtos vendidos em grandes redes de varejo, como o Wall Mart, também sofram elevações.

Seria um castigo por anos de farra e gastos nababescos de uma potência militar agora em declínio? Os norte-americanos estão pagando mais pela elevação dos preços das matérias-primas oriundas dos países asiáticos e também sofrem os danos causados pela desvalorização do dólar em relação às principais moedas estrangeiras.

Parece um caminho sem volta, o xeque mate (que em persa significa “shāh māt” ou “o rei está morto”) de um peão contra o rei. E não há nada, a curto e a médio prazo, que os Estados Unidos da América possam fazer para reverter esta situação.

Nenhum pacote bilionário de benefícios do governo às Instituições Financeiras, nenhuma reforma no sistema financeiro concorrerá para a salvação norte-americana de uma profunda recessão nos próximos anos.

No Brasil, já sentiremos as consequências desta crise com a elevação (na próxima reunião do Comitê de Política Monetária a ser realizada nos dias 15 e 16 de abril) da taxa de juros básica do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), atualmente em 11,25% ao ano (sem viés).

Nós brasileiros, já nos acostumamos a pagar os ônus pelos equívocos dos outros. Desde 1994 vivemos em função do burocrático controle inflacionário. O pífio crescimento econômico dos últimos anos foi mera obra do acaso, e é um erro crasso creditar tal crescimento ao ex-metalúrgico e líder sindical nordestino, que sequer terminou o ensino médio, radicado no ABC paulista na década de 70 e que agora ocupa uma poltrona no Palácio do Planalto,  pois tal ocorreu, única e exclusivamente, em virtude da redução da taxa de juros básica da economia, ainda que de forma covarde pelo Comitê de Política Monetária. Novamente, então, em função de crises externas, voltaremos a pagar mais pelos bens e serviços que demandaremos no futuro.

Abaixo temos um gráfico que demonstra a elevação do custo de mão-de-obra e das matérias-primas advindas dos países em desenvolvimento, particularmente de países do continente asiático, em comparação à elevação do valor total das importações norte-americanas de 2001 a 2007. Alguns destes custos estão sendo repassados adiante levando à elevação dos preços dos produtos importados pelos Estados Unidos.

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Sobre Ronaldo
Brasil, Sul, Homem, de 35 a 40 anos, português, inglês

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