Fator de Ponderação de Risco (FPR)

Talvez motivado pela crise dos financiamentos imobiliários subprime dos Estados Unidos, o Banco Central do Brasil emitiu a circular n.º 3.360de 12 de setembro de 2007 que passará a valer a partir de julho de 2008, a qual determina novos Fatores de Ponderação de Risco (FPR) para financiamentos imobiliários que ultrapassem 80% do valor do imóvel.

Os financiamentos imobiliários no Brasil são divididos em três categorias: até 50% do valor do imóvel; de 50% a 80% do valor do imóvel; e acima de 80% do valor do imóvel.

De acordo com os parágrafos V e VI do artigo 13 da aludida circular, o Banco Central do Brasil deverá imputar um FPR de 50% às operações de financiamento imobiliário cujo valor contratado seja superior a 50% e inferior a 80%, conforme a seguir:

V – financiamentos para aquisição de imóvel residencial, novo ou usado, garantido por hipoteca, em primeiro grau, ou alienação fiduciária do imóvel financiado, cujo valor contratado seja superior a 50% (cinqüenta por cento) e inferior a 80% (oitenta por cento) do valor de avaliação da garantia, na data da concessão do crédito;

VI – financiamentos garantidos por hipoteca, em primeiro grau, de imóvel residencial, novo ou usado, cujo valor contratado seja inferior a 80% (oitenta por cento) do valor de avaliação da garantia, na data da concessão do crédito;

Já para os financiamentos imobiliários acima de 80% do valor do imóvel, o FPR passará a ser de 100%, conforme prevê o artigo 15 desta circular:

Art. 15. Deve ser aplicado FPR de 100% (cem por cento) às exposições para as quais não haja FPR específico estabelecido e às exposições relativas a aplicações em cotas de fundos de investimento.

Podemos concluir que as Instituições Financeiras estarão mais suscetíveis ao risco de inadimplência quando fornecerem financiamentos cujo valor for acima de 80% do valor do imóvel.

Por outro lado, para financiamentos de até 50% do valor do imóvel e de 50% a 80% do valor do imóvel, as ponderações do FPR praticamente não se alteraram, o que indica que o risco implícito às Instituições Financeiras ao financiar quantias menos elevadas será também menor.

Os reflexos causados pela inadimplência dos mutuários norte-americanos chegou ao país. Por este fato, quanto mais o mutuário puder poupar para dar como entrada em um financiamento imobiliário, mais crédito terá a sua disposição e por um menor custo.

Sobre Ronaldo
Brasil, Sul, Homem, de 35 a 40 anos, português, inglês

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