O Curioso Caso de Benjamin Button – O Filme do Natal
O envelhecimento é um tema que os filmes norte-americanos têm explorado largamente desde a década de 80, quando o triunfo comercial de Steven Spielberg e George Lucas deixou isso claro com o sucesso da “terra do nunca” – um mundo que, segundo a imaginação da adolescência, ninguém envelhece e a morte existe apenas como o fim da linha. Isso pode ser sintetizado pelo fato de que “Make Way for Tomorrow” (1.937) de Leo McCarey – o mais profundo filme de Hollywood sobre a velhice, nunca tenha sido lançado em DVD nos Estados Unidos e não tem sido visto na televisão há vários anos.
Mas de repente e curiosamente, eis “The Curious Case of Benjamin Button”, um filme de um grande estúdio, previsto para ser lançado no dia de Natal, cuja história principal é a mortalidade humana, explorada usando os mesmos efeitos especiais, agora estendidos ao império digital, que os filmes norte-americanos têm utilizado por tempos para no manter fascinados com a juventude perpétua.
Dirigido por David Fincher e escrito por Eric Roth, “Benjamin Button” conta a épica história do personagem título, interpretado por Brad Pitt. Benjamin, como ele diz na narrativa do filme, “nasceu sob circunstâncias incomuns”, em 11 de Novembro de 1.918, o último dia da Primeira Guerra Mndial. O médico que fez o parto descreve a pequena criatura, “Ele tem toda a deterioração, as enfermidades, não como um recém-nascido, mas um homem na casa dos 80 anos no caminho de sua sepultura”.
Mas Benjamin não irá morrer. Ao invés disso, é abandonado por seu rico pai e adotado por Queenie (Taraji P. Henson), uma empregada afro-americana de Nova Orleans aposentada por idade, onde ele começa a envelhecer ao contrário. Aos 7 anos, ele se parece como um velho em uma cadeira de rodas, sendo visto pelo mundo através de óculos com lentes grossas. Graças à computação gráfica – tão perfeita e sofisticada que, depois de alguns minutos – não demora para que aqueles olhos sejam reconhecidos como sendo de Pitt, e eles continuam sendo quando Benjamin atravessa os estágios de sua vida.
Como uma criança em um corpo de 70 anos, Benjamin aprende a tocar piano e faz amizade com uma menina, Daisy Fuller, que se torna o amor de sua vida, ele parece estar com 60 anos quando, como um adolescente, vai trabalhar em um barco de um capitão e aprende sobre bebidas e sexo, ele é um jovem homem com 50 anos de idade quando a viagem a Murmansk, Rússia, e tem sua primeira experiência amorosa, com a esposa (Tilda Swinton) entediada de um inglês, e ele tem 40 anos quando conhece Daisy novamente, agora interpretada por Cate Blanchett, uma ambiciosa dançarina nos seus 20 anos. Como ele vai se tornando jovem, ela se torna velha: por obra do destino, eles se encontram na metade de suas vidas. Mas o tempo não para.
“Benjamin Button” é baseado em uma curta história de 9.000 palavras escrita por F. Scott Fitzgerald, publicado pela primeira vez em 1.922, tendo sido um projeto nunca antes realizado por Hollywood. Quando o produtor Ray Stark adquiriu o projeto em 1.980, ele contratou a roteirista Robin Swicord e levou a alguns diretores, dentre eles, Steven Spielberg e o jovem David Fincher, que trabalhava como técnico de efeitos especiais na Light and Magic de George Lucas.
Fonte: ”The New York Times”
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“A Estrada da Perdição”, filme vencedor do Oscar de 2.002, dirigido por Sam Mendes e estrelado por Tom Hanks, Jude Law, Daniel Craig e o falecido ator Paul Newman, irá se tornar uma trilogia. Os próximos filmes serão chamados de “A Estrada para o Purgatório” e “A Estrada para o Paraíso”.
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