Veja Como Avaliar o Preço de uma Mulher
Uma mulher escreveu a um consultor de empresas, pedindo dicas sobre como arrumar marido rico:
- “Sou linda, 26 de idade, bem articulada, formação universitária, preparando-me para ingressar no mestrado. Quero me casar com alguém que ganhe algo próximo de um milhão de reais por ano. Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil reais anuais, mas não consigo passar disso, e essa cifra para um casal não vai nos fazer morar no bairro Bela Vista, nem ter casas em Gramado e num condomínio fechado em Xangri-lá, ou na Lagoa da Conceição, nem fazer viagens constantes aos EUA e Europa. Conheço uma mulher que era minha colega de ioga, que casou com um banqueiro e vive em New York, faz ´cooper´ no Central Park. E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Como posso fazer para chegar ao nível dela?”.
Numa reunião de empresários, na grande entidade, o consultor repassou a mensagem para um homem quase cinqüentão, recentemente descasado e que – era público e notório – estava interessado em arrumar uma mulher, no mínimo 15 anos mais nova do que a quarentona de quem ele se descartara depois de 17 de anos de matrimônio.
Por e-mail, o empresário mandou sua contraproposta:
- “Pensei no seu caso. Ganho bem mais de 500 mil por ano. Mas o que você oferece, é um péssimo negócio para mim. Deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples: você entra com sua beleza física e eu entro com o meu dinheiro”.
O empresário seguiu caprichando nos argumentos:
- “Com toda a certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabará, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo. Assim, em termos econômicos, você é um ´ativo´ que sofrerá depreciação, e eu sou um ´ativo´ rendendo dividendos. Sua depreciação será progressiva. Você tem 26 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos cinco ou dez anos, mas sempre um pouco menos a cada ano; e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, imaginará que no ano de 2018 ou 2020 estará um ´caco´. Isto é, você está hoje na ´alta´, na época ideal de ser vendida, não de ser comprada”.
E o capitão industrial desfiou novas razões:
- “Usando o linguajar de Wall Street, quem tem você hoje deve possui-la em ´trading position´ (posição para comercializar), e não de ´buy and hold´ (compre e retenha). Portanto, ainda em termos comerciais, casar com você (´buy and hold´) não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser. Assim, em termos sociais, cogito que possamos namorar”.
E concluiu com um insinuante recado final:
- “Para certificar-me do quão ´articulada, com classe e maravilhosamente linda´ você seja, eu, provável futuro locatário dessa ´máquina´, quero a praxe: fazer um ´test drive´. Posso marcar?”.
A jovem consultou um novel escritório de Advocacia especializado em Direito de Família, onde foi desaconselhada:
- O empresário é mero usuário dos serviços de cama – vaticinou a advogada, que acabara de receber um dossiê encomendado a um araponga.
Do Espaço Vital

RSS - Posts


Comentários