A Raposa do Ártico Está Desaparecendo

15 07 2008

As raposas do Ártico podem desaparecer caso o gelo na região continue derretendo. Os animais dependem de mares congelados para sobreviver no inverno do norte.

Pesquisas monitoraram os movimentos de 14 jovens raposas durante seu primeiro inverno no Ártico no norte do Alaska, onde a temperatura chega a – 30ºC e há escuridão 24 horas por dia.

Estes animais podem ser encontrados nas maiores e mais remotas ilhas do norte do Canadá e da Groelândia, onde não há qualquer outro mamífero terrestre, exceto os ursos polares.

   

Cientistas disseram que, caso o gelo não derreta mais, isso poderia ajudar as raposas a sobrevier porque há muito poucos predatores e a comida é fácil de encontrar nessa região.

  

O gelo no Ártico – formado pela água congelada do oceâno – está se encolhendo dramaticamente nos últimos anos e pode alcançar um novo recorde neste verão.

 

No inverno, a raposa do Ártico (Alopex lagopus) é branca, mas no verão seu pêlo se muda para o marrom e o amarelo.

A raposa do Ártico é onívora. Sua dieta consiste de ratos silvestres, esquilos, lebres, pássaros, ovos, carniça e arganazes. Os ursos polares ocasionalmente matam algumas raposas.





O Novo “Baby Boom”

15 07 2008

O fenômeno conhecido como “baby boom” ocorreu após o final da segunda Guerra Mundial e, sem dúvida, foi causado pelo retorno dos homens da guerra, pela alegria de estarem vivos e pelo desejo de substituírem as perdas. Não há dúvida sobre o que ocasionou o seu fim no final da década de 60 – os contraceptivos. Em 1.964, a “taxa de fertilidadade”, como chamam os estatísticos, era igual a 2,95 crianças por mulher. Seu declínio foi acentuado até chegar ao recorde de 1,63 em 2.001.

Mas as últimas análises do “Office for National Statistics” mostra que a taxa cresceu gradativamente, ano a ano, no Reino Unido até chegar a 1,84 crianças por mulher em 2.006. Em países como a Irlanda do norte, ela chega a 1,94 e a 1,67 na Escócia. O número de nascimentos, no mesmo ano, chegou a 669.531 crianças – o maior desde 1.993.

Então isso é um novo “baby boom”. Mas agora está mais complicado. A faixa etária das mulheres que mais tem crianças se encontra na casa dos 30 e 40 anos – algumas delas com a ajuda de tratamentos de fertilidade. Por outro lado, também houve um crescimento do número de nascimentos entre as mulheres mais jovens, na faixa dos 20 anos. A ONS afirmou que isso está ocorrendo, em parte, porque muitas pessoas não estão querendo formar uma família devido às mudanças no sistema de saúde infantil.

A imigração é outro fator considerado. As taxas de fertilidade das mulheres estrangeiras estão maiores do que das britânicas nativas – 2,5 crianças por mulher comparada com 1,7 crianças por mulher – e tende a se igualar em poucas gerações. O crescimento do número de bebês nascidos entre 2.006 e 2.007 oscilou entre 20.000, sendo dois terços oriundos de mulheres que não nasceram no Reino Unido.